domingo, 23 de junho de 2019

#LogoterapiaeFilmes

Como eu já relatei aqui, na minha graduação a Logoterapia ainda era bem pouco conhecida. Quando eu comentava com alguém, as pessoas invariavelmente lembravam de algum filme bastante dramático, no qual alguém passava o filme todo sofrendo (e o telespectador, o filme todo chorando)... 
... Contudo, ouso dizer que não é só isso. A Logoterapia e Análise Existencial é muito mais rica: tem diversos conceitos que podem ser vislumbrados em diversos âmbitos e em diversos filmes - afinal, como o nome do próprio blog já diz, a Logoterapia é Óbvia :)
Separei essa hastag, a #LogoterapiaeFilmes, para que possamos discutir alguns conceitos da Logoterapia e Análise Existencial presentes no universo cinematográfico. Sintam-se a vontade para responder (de forma respeitosa, obviamente) e compartilhar. 

Vamos desmistificar a Logoterapia - e torná-la conhecida, da forma como ela realmente é ;)

Classes de Valores

Continuando a conversar sobre o sentido (que iniciamos aqui  http://alogoterapiaeobvia.blogspot.com/2019/06/o-que-e-sentido-para-logoterapia.html), hoje nós iremos conversar sobre os valores. 
O que são valores? São sentidos universais - isto é, enquanto os sentidos tem um caráter mais pessoal e individualizado, os valores tem características que os tornam universais; assim, mais pessoas podem realizar os mesmos valores, mas os sentidos continuam sendo específicos (da pessoa e da situação).
Existem três classes de valores:

1. Valores criativos


Os valores criativos podem ser descobertos quando criamos um trabalho ou quando praticamos um ato. Seria, assim, a possibilidade de dar algo ao mundo através da ação concreta, da realização de algo.

2. Valores vivenciais/experienciais



Os valores vivenciais (também conhecidos como experienciais) podem ser encontrados na vivência de uma situação ou nos encontros humanos (é importante ressaltar que aqui estamos falando dos encontros em sua forma genuína, quando há prazer e intencionalidade nas duas partes - excluindo, então, os relacionamentos abusivos, nos quais há "prazer" em uma parte e sofrimento e angústia na outra). É quando recebemos algo do mundo. 
Algumas pessoas associam os valores vivenciais apenas ao amor encontrado nos relacionamentos afetivos - o que é, de fato, uma forma reducionista de conceber os valores vivenciais. Eles podem estar presentes em outras situações, tais como a experiência de um momento único, a apreciação de uma paisagem, obra de arte, de uma imagem. Ao dar uma pausa e apreciar o céu você está vivenciando valores vivenciais ;)

3. Valores Atitudinais


O valor atitudinal diz respeito à atitude tomada por nós quando estamos diante do sofrimento inevitável - diante do qual não vemos possibilidade de criar algo para o mundo ou de receber algo dele. 
Viktor Frankl, em seu livro Em busca de Sentido, relata que mesmo em situações de sofrimento extremo, em situações em que não parece haver esperança, diante de uma fatalidade que não pode ser mudada - ainda assim podemos encontrar sentido. Nesse caso, quando não podemos criar ou receber algo do mundo, somos então desafiados a mudar a nós mesmos: mudando a nossa postura diante da situação em questão. 

Contudo, cabe uma ressalva: não é só através do sofrimento que encontramos sentidos; antes, e apesar do sofrimento, ainda assim eles podem ser encontrados/realizados :)

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Amor e Logoterapia


Aproveitando a semana do dia dos namorados (12 de junho aqui no Brasil), vamos conversar um pouco sobre o amor na Logoterapia e Análise Existencial?
Segundo Frankl (2018), o amor tem relação estrita não com o que a pessoa possua (em termos de qualidades ou característica), mas com aquilo que a pessoa é. Não se desconsidera, deste modo, as características e qualidades que a pessoa venha a possuir - longe disso! Mas considera-se, ainda, o próprio portador da qualidade/característica: aquela pessoa em sua singularidade e unicidade, que se encontra por trás daquelas características. Desvelá-la e encontrá-la, segundo Frankl (2018), é amar. 

Assim, alguns questionamentos podem surgir:
- O fascínio que eu sinto por aquele cantor/ator pode ser considerado amor? Segundo Frankl (2018), trata-se muito mais de um fascínio por uma peculiaridade que a pessoa tenha, seja pela sua voz, seja pelo seu sorriso, entre outros.  
- Eu gosto de todas as pessoas que tenham uma determinada característica (cabelos cacheados/ lábios grossos/olhos azuis). Isso pode ser considerado amor? O amor é, em última instância, instransmissível. Nesse sentido, amo o que a pessoa é, não uma característica que ela possua e que outras pessoas, porventura, possam possuir também. 
- O amor é cego? Muito pelo contrário! O amor enxerga o outro, nitidamente, em sua profundidade. Seria, de fato, contemplar um tu em sua inteireza e completude - pois abarca não apenas aquilo que o sujeito é, mas também as suas potencialidades, o seu vir-a-ser. 

É importante ressaltar que o amor não exclui a dimensão da sexualidade - mas também não se limita só a ela, uma vez que esta, em uma relação afetiva, é meio de expressão do amor (afastando, deste modo, as concepções de que a sexualidade só serviria para a procriação ou propagação da espécie). 

Ainda segundo Frankl (2018), o processo de amadurecimento do indivíduo (do puramente "instintual" ao amor, em sua plenitude) pode ser posto em risco por dois fatores: 1. o desânimo; 2. a desilusão. O desânimo pode ser observado quando a pessoa não consegue aceitar a viabilidade de um relacionamento amoroso feliz. A desilusão, por sua vez, pode ocorrer através de duas vias: 1. quando a pessoa, apesar de possuir as melhores condições para desenvolver um relacionamento feliz e amoroso,é rejeitada pelo parceiro; 2. quando a pessoa se desilude não com um parceiro/parceira, mas com a busca pelo sentido de sua existência. Nesses casos, usualmente, as pessoas investem em uma busca pelos instintos e em um afugentamento do amor: a quantidade ocupa o lugar da qualidade; a pessoa começa então a buscar a satisfação dos instintos, e quanto menos ela acreditar que na possibilidade de realizar os seus anseios de amor, mais ela irá em busca da satisfação dos instintos. A vontade de sentido, então esvaziada, dá lugar à vontade de prazer. 

Em tempos como os atuais (conforme o próprio Frankl já citava em suas obras), assistimos cada vez mais pessoas em uma busca desenfreada pelo prazer. A unicidade tem cedido lugar à quantidade: em tempos de "ninguém é insubstituível", olhar o outro em sua inteireza e completude tem sido cada vez mais difícil. Assim, lhes faço um convite: vamos começar a observar e apreender o outro naquilo que ele é? Na singularidade de um tu? ;) 



Referência:
- FRANKL, V. Psicoterapia para Todos: uma psicoterapia coletiva para contrapôr-se à neurose coletiva. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.

domingo, 2 de junho de 2019

O que é "sentido" para a Logoterapia?



Antes de tudo, imaginemos que estamos em um barco, a noite. Estamos tentando chegar ao outro lado, mas não há estrelas no céu, nem lua... tudo escuro. Como fazer para chegar ao nosso destino? Vocês hão de convir que ficaria  mais fácil se houvesse um farol nos guiando, dando o direcionamento, certo?
Essa analogia representa bem a ideia de sentido. Assim como o farol "guia" o barco, o sentido guia  o ser humano - que dirige a sua vida a partir do mesmo. A partir do sentido, o ser humano compreende a sua vida enquanto justificada.
É importante ressaltar que o sentido é único e exclusivo: não apenas da pessoa, mas da situação, do momento. Por isso usualmente não falamos em um único sentido, mas em sentidos.
O sentido é a pedra angular da Logoterapia e Análise Existencial - é tão importante que há a possibilidade de adoecimento quando a vontade de sentido é frustrada!
É possível que mais de uma pessoa tenha um mesmo sentido? Sim! Por exemplo: eu trabalho com psicologia, assim como várias outras pessoas (mas as motivações que me mantém são diferentes em uma medida ou outra). A esse fenômeno, chamamos de "valores" - que serão melhor discutidos em postagens posteriores ;)

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Ser humano Tridimensional

Segundo a Logoterapia e Análise Existencial, o ser humano é composto por três dimensões:

1. Dimensão Somática




Também conhecida como dimensão biológica, diz respeito aos fenômenos corporais/ físicos. Ela pode ser encontrada nas plantas, nos animais e nas pessoas. Por exemplo: você sente fome depois de passar muitas horas sem comer? Você sente sede após um período sem beber água? Agradeça à sua dimensão somática!


2. Dimensão Psiquíca


Nessa dimensão, se encontram as disposições, sensações, esperanças, cognição, memória e aprendizagem. Além disso, nela encontramos também os padrões de comportamento adquirido, costumes sociais, aprendizagem social, entre outros. Se você aprendeu que deve se comportar de tal jeito em tal lugar, se aprendeu matemática e outros conteúdos acadêmicos, agradeça à sua dimensão psíquica!
Ela, diferente da dimensão física, está presente apenas nos animais e nas pessoas - afinal, os animais também estão sujeitos a padrões de condicionamento, assim como os seres humanos. 


3. Dimensão Noológica


A dimensão noológica também é conhecida como espiritual, devido à tradução literal do termo spiritual. Isso causa um pouco de confusão, especialmente no meio científico, que atrelou o termo espiritual à religião e religiosidade. Contudo, na Logoterapia, não se trata disso. 
Esta dimensão engloba a tomada de posição, livre, em face das condições físicas e de existência psíquica. Nesse sentido, encontra-se nela as decisões pessoais da vontade, intencionalidade, interesse prático e artístico, pensamento criativo, religiosidade, senso ético e compreensão de valor. É a dimensão considerada especificamente humana, uma vez que os fenômenos descritos acima não podem ser encontrados em animais ou em plantas - apenas em seres humanos. 

É importante ressaltar que, enquanto as dimensões física e psíquica estão sujeitas a diversas contingências, tais como adoecimento, condicionamentos, entre outros, a dimensão noológica não está nesta condição - ela não adoece, assim como não está sujeita a condicionamentos. Trata-se de uma dimensão puramente humana, livre e incondicionada: o ser humano não é livre de seus condicionamentos, pulsões, herança genética, mundo circundante - mas é livre para, apesar de tudo, escolher e tomar um posicionamento.  


Referência:
Frankl, V.E. (1978). Fundamentos antropológicos da psicoterapia. Rio de Janeiro: Zahar Editores.
Frankl, V.E. (2011). A vontade de sentido: fundamentos e aplicações da Logoterapia. São Paulo: Paulus.

Imagens:


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Quem foi Viktor Frankl?

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Viktor Emil Frankl nasceu em 1905, em Viena. O seu interesse por questões relacionadas ao sentido da vida apareceu ainda em meio ao seu percurso acadêmico - um exemplo disso foi o episódio no qual, em meio a uma aula, em resposta ao argumento de seu professor de que a vida não passaria de um processo de "oxidação e combustão", Frankl se levanta e pergunta: "então professor, qual é o sentido da vida?".
É importante contextualizar o ambiente de crescimento de Frankl: a Viena do início do século XX fervilhava de conhecimentos - em especial relacionados à psicanálise, que estava em seu auge com as descobertas de Sigmund Freud. Não demorou para que ambos iniciassem uma rica correspondência - inclusive, por influência deste, Frankl publicou seu primeiro artigo em 1924, na “International Journal of Individual Psychology”. Frankl também chegou a trocar correspondências com Adler - sendo essas, além dos seus estudos em outros campos, como o Behaviorismo, por exemplo, os alicerces para a criação da Logoterapia e Análise Existencial. 
Em 1928, aos 23 anos, Frankl organizou e ofereceu um programa especial, e gratuito, para aconselhamento de alunos do ensino médio. Com o apoio de psicólogos, ele formou uma equipe que agia justamente no momento de grande fragilidade de qualquer aluno: a época da entrega dos boletins. O programa deu muito certo. Em 1931 nenhum estudante vienense cometeu suicídio.

Entre 1933 e 37, Frankl completou suas residências em Neurologia e Psiquiatria, tornando-se responsável pela ala do hospital psiquiátrico chamada de “pavilhão do suicídio”. Lá, atendeu mais de 3 mil mulheres com ideação suicida.
Em 1941, casou-se com a enfermeira Tilly Grosser, enfermeira do hospital onde Frankl trabalhava.

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Nesse período, em meio à segunda Guerra Mundial, Frankl e sua família (todos judeus) foram transferidos para os campos de concentração nazistas - nos quais ele perderia quase toda a sua família (menos sua irmã, que havia fugido para a Áustria), incluindo a sua então esposa, Tilly. 

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Muitas pessoas citam a experiência dos campos de concentração como o que motivou Frankl a produzir a Logoterapia, contudo não foi bem assim. A logoterapia já vinha sendo produzida anteriormente; a experiência nos campos de concentração foi importante para que ele pudesse, então, pôr a prova a sua teoria então criada. 
Após a término da Segunda Guerra Mundial - e a sua consequente libertação, Frankl reiniciou o seu percurso acadêmico com o livro "Em Busca de Sentido: Um psicólogo nos Campos de Concentração", no qual narra a sua experiência nos campos de concentração. Além disso, casou-se com Eleonore Katharina.
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Escreveu cerca de 30 livros, traduzidos em mais de 28 línguas (inclusive inglês, espanhol, japonês, chinês e russo).

Atualmente existem institutos de Logoterapia na Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, entre outros. Aqui no Brasil temos a ABLAE (Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial), a SOBRAL (Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial Frankliana), além do Instituto Geist (aqui em São Luís, Maranhão).

sábado, 1 de dezembro de 2018

A Logoterapia é Óbvia

Algumas pessoas já me perguntaram o por quê do nome do blog ser "a logoterapia é óbvia". Bom, não dá para comentar isso sem contar um pouco da minha história - e do meu encontro com a Logoterapia.
Eu conheci a Logoterapia na metade da minha graduação - lá pelo quinto período. Eu estava em um momento de decisão em vários aspectos da minha vida, entre os quais sobre a abordagem teórica que eu escolheria (o que, aliás, é um drama bastante comum na vida do estudante de psicologia):  Fenomenologia Husserliana ou Psicanálise? Decisão difícil! As demais eu já havia conhecido e não tinha tido identificação com elas...

Além da abordagem teórica, eu estava conhecendo também outros campos de trabalho dentro da psicologia. Nesse meio de descobertas, eu comecei a trabalhar na empresa Junior de Psicologia da Universidade Federal do Maranhão - a NovaMente e, como parte dos nossos trabalhos, nós assessorávamos diversos eventos relacionados à Psicologia. E, em meio a uma dessas assessorias, fomos chamados para trabalhar em um evento do Instituto Geist - e eu fui escalada para trabalhar diretamente com Tatiana Carvalho. 

(Eu e minha grande mestra, Tatiana Carvalho, no dia da apresentação da minha monografia - uma das primeiras da UFMA sobre Logoterapia)

Cabe ressaltar, mais uma vez, que eu não conhecia a Logoterapia e Análise Existencial. Ao longo da minha graduação eu não tive contato nenhum com Viktor Frankl e sua obra - então vocês devem imaginar qual foi a minha surpresa, nos dias do evento do Instituto Geist, ao ter contato com a Logoterapia e, para além disso, ter me identificado de primeira com ela

Sim, a Logoterapia fez total sentido para mim. A sua visão de homem, a sua visão de mundo, suas noções de liberdade e responsabilidade, sua visão otimista - mas não "iludida", porque não fecha os olhos para a realidade do mundo, muito pelo contrário: se permite apreender possibilidades apesar dessa mesma realidade -, entre tantas outras coisas, fizeram total sentido porque, de certo modo, iam de encontro a uma visão de homem e de mundo que já fazia parte de mim. Eu costumo dizer que houve um encontro, não necessariamente uma descoberta.
Eu lembro que uma das primeiras coisas que eu pensei foi: "gente, como a Logoterapia é óbvia!".
Mas antes, calma: não é minha intenção desmerecer ou diminuir a Logoterapia. Muito pelo contrário. Em minha opinião, a sua validade e fidedignidade estão ligadas ao fato de que a Logoterapia e Análise Existencial está conectada ao mundo-da-vida (além, é claro, da forma como Frankl escreve os seus livros. Ele escrevia "para ser compreendido"). À vivência do cidadão comum, do homem mediano. Aquele que não possui um diagnóstico, não foi carimbado pelos manuais médicos da vida. Mas que nem por isso perde a sua importância. 
Nesse sentido, sim, a Logoterapia é óbvia. Olhe ao seu redor, olhe para as suas vivências! A sua vida, a sua história, as suas experiências - experiências positivas e negativas, suas vitórias e suas frustrações - estão cheias de sentidos. Há valores criativos em sua vida (há sentido naquilo que você faz, independente do que seja); há valores vivenciais em sua vida (suas experiências, seus relacionamentos afetivos); assim como há valores atitudinais também (aquelas situações em que você acha que não há saída... Mas que você acaba encontrando uma). Há sentido em seu levantar pela manhã, em sua rotina, na leitura deste texto. O mundo está cheio de sentidos! 

Assim, como não afirmar que a Logoterapia está no mundo-da-vida? Como não afirmar, de certo modo, que ela é óbvia por estar atrelada à vivência do sujeito? 

Alguns anos depois, em minha experiência como docente, eu descobri que as coisas não haviam mudado muito. A Logoterapia continuava pouco (para não dizer não) falada na graduação - tanto que alguns alunos (e, pasmem! alguns profissionais da psicologia também) ainda possuem visões errôneas sobre a mesma, associando-a a uma visão religiosa, entre outros. Percebi, então, a necessidade de falar mais sobre isso - seja através de grupos de estudos, seja através da minha página no instagram, seja através deste blog - com o intuito de fazer com que mais e mais pessoas conheçam a Logoterapia e Análise Existencial e percebam, também, o quanto ela é profunda. O quanto a Logoterapia é óbvia ;)

(Prazer. Meu grupo de estudos ;) )


(Primeira reunião do meu grupo de estudos, o Diá-Logos :) )